Online UNISANTApolitica

Santos, 08.06 - 15.06 de 1996




Serra deixa o Ministério do Planejamento

Por Cristiano Farias

Após dois meses de isistência, o PSDB (Partido Social Democrata Brasileiro) convenceu o Ministro do Planejamento, José Serra, a deixar de lado seu Ministério e concorrer a prefeitura de São Paulo. O lançamento oficial ocorreu na tarde de (28) terça-feira com uma festa no diretório estadual do partido na Zona Sul da Capital. Serra apesar de não querer concorrer, foi convencido pelo deputado Franco Montoro, durante reunião no Palácio dos Bandeirantes (Sede do governo do Estado de São Paulo).
Já em ritmo de candidato, Serra lembrou que é paulistano e num elogio à metrópole disse: "São Paulo não é só a maior cidade do país, mas a maior obra dos brasileiros." O Ministro mostrou-se preocupado com o desemprego e prometeu terminar as obras inacabadas da Prefeitura.
Para os militantes do PSDB, a candidatura de Serra neutraliza o candidato do PPB (Partido Progressista Brasileiro) de Maluf, Celso Pitta; passando a brigar então com a candidata do PT (Partido dos Trabalhadores), Luiza Erundina. Porém, para o prefeito Paulo Maluf, a candidatura de Serra só vai dar credibilidade a disputa, pois, seu candidato tem 42% das intenções de voto.
Com a saída do Ministério do Planejamento,Serra volta a ocupar seu cargo no Senado, deixando o Ministério para o deputado Antônio Kandir (PSDB-SP). Kandir foi anunciado pelo Ministro-Chefe da Casa Civil, Clóvis Carvalho.
De um modo geral Kandir foi bem aceito no Congresso, até mesmo pelos partidos de oposição. O novo Ministro disse que nada vai mudar e dará continuidade ao programa de Serra.


O projeto da Lei de Imprensa

Por Renata Passos

A nova Lei de Imprensa, que está prevista para o segundo semestre, é uma das prioridades do Congresso Nacional. O projeto é polêmico e está sendo muito discutido entre as empresas e os profissionais da área de comunicação.
As principais discussões do projeto são as multas de 10 a 20% do faturamento bruto da empresa e a prisão (que o relator da lei pretende alterar para prestação de serviços) dos jornalistas que cometerem crime de imprensa.
O professor da Unisanta e UniSantos e assessor de comunicação social da Prefeitura Municipal de São Vicente, Gerson Moreira Lima, se diz contrário a lei de Imprensa:" O jornalista é um cidadão como qualquer outro, então não deve ter uma lei específica para este profissional. Isso é um preconceito".
Segundo o professor, a Lei é uma forma de amordaçar a Liberdade de Imprensa e o jornalista. "Não tenho qualquer dúvida, que há grandes lobbies por trás disso, que se utilizam dos deputados federais para criarem uma lei, que nada mais é do que uma lei como a do militarismo", declarou.

Da editoria Online
Fica uma questão a ser respondida: Num país subdesenvolvido, com tantos problemas como o Brasil, as prioridades do Congresso não deveriam ser outras, como por exemplo, a reforma administrativa, a reforma agrária ou a previdenciária ?

Centrais Sindicais promovem Greve Geral

Por Fabiana Marinelo

"É preciso parar para que todos possam trabalhar". Esse é o slogan do movimento que pretende parar o Brasil no dia 21 de junho, sendo liderado pelas três maiores centrais sindicais, a Central Única dos Trabalhadores (CUT); a Força Sindical e a Confederação Geral dos Trabalhadores (CGT).
A mobilização terá apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que luta pelas reformas tributárias. A Fiesp pressiona o Governo para que sejam feitas alterações nas taxas de juros e de câmbio que dificultam o desenvolvimento da indústria nacional.
Para que haja adesão total dos trabalhadores, os sindicalistas irão usar os meios de comunicação para informar a população e convencê-la da necessidade da greve. Serão gastos R$ 1 milhão na organização do movimento, o orçamento inclui a tiragem de milhões de cópias do slogan da campanha, 560 outdoors que serão espalhados pelo país, além de matérias pagas no jornal, rádio e televisão que irão divulgar a greve nas vésperas de sua deflagração.
De acordo com os presidentes das centrais sindicais o maior trunfo para evitar o trabalho no dia da greve é a paralização dos empregados de empresas de transportes rodoviários, metroviários, aeroviários e ferroviários, pois com a adesão desses trabalhadores todas as demais categorias serão obrigadas a seguir as determinações dos sindicalistas.
A logomarca da greve foi definida em reunião realizada no dia 31 de maio e foi escolhida a mão espalmada (que aliás, foi o símbolo da campanha do atual presidente Fernando Henrique Cardoso) contendo em cada dedo os pilares da mobilização: aposentadoria digna, salário, direito dos trabalhadores, empregos e reforma agrária.

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