Online UNISANTAciencia

Santos, 14.09 - 28.09 de 1996




Combate ao fumo apresenta resultados decepcionantes

Por Ana Cláudia Silva e Tatiana Lages

Criado para alertar dos perigos do cigarro à saúde, o "Dia Nacional do Combate ao Fumo", (29 de agosto), não teve muito o que comemorar. A maioria dos fumantes ainda teima em ignorar os prejuízos que o cigarro causa a si mesmos e àqueles que não fazem uso do fumo.
Apesar do combate estar sendo feito há muito tempo, através de campanhas, a conscientização da sociedade caminha lentamente. Além disso, a obrigatoriedade da divisão em áreas para fumantes e não fumantes, gera polêmicas e até mesmo protesto.
Em meio à discussão entre autoridades e usuários, estão os chamados "fumantes passivos", pessoas que não fumam mas acabam absorvendo as mesmas substâncias tóxicas por tabela. O que para alguns é "um raro prazer", para a ciência é o maior inimigo da saúde, pois os males causados pelo cigarro no decorrer dos anos de uso, vão desde uma simples irritação nos olhos até o câncer, isso sem esquecer, claro, das doenças cardíacas.
Apesar de conhecer os danos do fumo à saúde, muitos fumantes consideram que os chamados efeitos colaterais causados quando largam o cigarro são piores que o próprio vício. Dizem sentir dores de cabeça, aflição, mais sono e fome, além da sensação de que a mente não funciona com a mesma velocidade. Estudiosos do assunto afirmam que tais efeitos são em sua maioria psicológicos.
Mesmo com todo tipo de alerta e orientação, os fumantes insistem em continuar com o uso do fumo. A nicotina, substância que compõe o cigarro, é considerada uma droga que, como qualquer outra, cria dependência. Talvez isso comprove o fato de apenas 10 pessoas entre 100 que tentam parar de fumar, conseguirem.

FNMA financia projetos sócio-ambientais no País

Por Victor Alboquerque, colaborador

O Fundo Nacional de Meio Ambiente (FNMA), financia projetos sócio-ambientais para a sociedade civil, órgãos federais, estaduais, municipais e universidades. São temas ligados com Unidades de Conservação, Educação Ambiental, Divulgação, Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico, Controle Ambiental, Fortalecimento e Desenvolvimento Institucional.
As somas variam de R$ 18 mil a R$ 200 mil por projeto. Naná Mininni Medina, consultora técnica e coordenadora do fundo, estima fechar o ano de 96 com uma verba de US$ 12 milhões. As despesas de capital não são financiadas para Organizações Não-Governamentais (ONGs), mas podem ser para órgãos governamentais. A consultora lembra que as somas devem ser exatas no dimensionamento de gastos. Caso a auditoria comprove super-valorização, o excedente será devolvido.
São três meses de tramitação, se o projeto for completo. Segundo Naná, a inconsistência de dados nos projetos atrasa a avaliação. Assim, os projetos devem cumprir com as exigências do formulário e do manual do fundo. "São informações simples, para que as pequenas sociedades representativas da sociedade tenham acesso".
Em fase de descentralização, cada Secretaria Estadual de Meio Ambiente terá um Guichê de Projetos para o fundo. Além disso, também realiza treinamentos de pessoal das Secretarias de Educação no País, com estágios de cinco dias em Brasília, para acompanhar todo o processo de elaboração e análise dos projetos. Esses profissionais serão multiplicadores de ação nos estados, orientando as ONGs. Critérios:

Critérios

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Elegibilidade: Ser Organização Não Governamental (ONG), prefeitura, universidade, não estar no cadastro de inadimplentes, ter Ata de Formação.
Seleção:Unidades de Conservação, Educação Ambiental, Divulgação, Pesquisa Científica,
Desenvolvimento Tecnológico, Controle Ambiental, Fortalecimento e Desenvolvimento Institucional são áreas financiadas pelo fundo.,
Comitê Executivo: Onde o projeto é aprovado ou não. Avalia o custo-benefício, se é inovador, a sustentabilidade,


Maiores informações sobre o Fundo Nacional de Meio Ambiente, telefone (061) 317-1203 Brasília - DF

Asteróides recebem nomes de astrônomos brasileiros

Eduardo Natário

Foram para o espaço os nomes do físico e doutor em mecânica celeste brasileiro, Luiz Muniz Barreto e de Daniela Lazzaro, especialista em satélites planetários, ambos do Observatório Nacional do Rio de Janeiro.
É fácil explicar: Barreto foi homenageado pelo astrônomo belga Erich Elst, que localizou um asteróide há nove anos e o batizou de Barreto Muniz. Lazzaro recebeu homenagem semelhante de cientistas americanos, que denominaram de Lazzaro o asteróide que encontraram em 1981.
Esses foram os primeiros cientistas brasileiros a terem seus nomes doados a corpos celestes.

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