eXTReMe Tracker


Notícias .:.

01/09/2007
Palestra fala sobre TV digital e de alta definição

Matheus Misumoto


Apesar de ser um assunto novo para o público brasileiro, a HDTV (High Definition Television, ou Televisão de Alta Definição) é uma tecnologia que vem sendo estudada desde a década de 1960. Foi com essa revelação que Misaki Tanaka abriu a exposição "A HDTV e a Televisão Digital no Japão: as primeiras experiências e as próximas tendências", realizada neste sábado durante o Intercom.

"Os estudos foram iniciados com o objetivo de oferecer maior conforto à população", conta. As pesquisas foram realizadas por engenheiros da NHK, emissora pública japonesa.

O início das transmissões em alta definição de imagem no Japão começou em 1986, mas se tornou regular apenas nos anos 90. A expositora conta que, nas primeiras gravações externas, era necessária uma equipe de cerca de 10 pessoas, entre engenheiros e operadores de equipamentos. Eram gravadas cenas de esportes, música - principalmente por causa dos 4 canais de áudio – e natureza.

O impacto das novas possibilidades de qualidade de imagem e som, além da interatividade da televisão digital também foi colocada à prova em pesquisas. "O Japão é um país com muitos idosos. Os jovens conseguem lidar facilmente com essa tecnologia, mas e os mais velhos?". A experiência, feita com mais de 100 idosos, mostrou que eles conseguiram interagir com a televisão através do controle remoto.

Além de dados da implementação da HDTV no Japão, vários dados curiosos foram apresentados ao público, que lotou a sala. Um dos estudos que consolidou o formato de tela widescreen (com proporção de 16:9, ao invés do convencional 4:3), levou em conta a utilização do campo de visão. Pesquisas apontavam que o formato 4:3 força o campo de visão a se restringir para uma área de 10 graus. Na proporção 16:9, o raio de visão aumenta para 30 graus, o que, segundo o estudo, causa menos fadiga visual.

Possibilidades – A maior novidade do sistema digital de televisão é que o telespectador passa a ser o protagonista da TV, ao invés de um receptor passivo. "Ele poderá decidir o que e quando ver", afirma Misaki. Para ela, assuntos "de gaveta" no jornalismo poderão ser bastante úteis.

Além disso, as emissoras poderão oferecer subcanais. "Será possível escolher entre diversas câmeras durante um jogo de futebol, se a emissora não estiver transmitindo em alta definição. Pois se a transmissão estiver em HDTV, ela utilizará toda a faixa de freqüência reservada à sintonia da emissora", comenta.

A expositora ressaltou que a HDTV também está a serviço da medicina, já que detalhes de cirurgias poderão ser vistos com muito mais nitidez.

Nitidez que também influenciará na produção do conteúdo televisivo. "Haverá uma preocupação com a estética, com detalhes que antes não enxergávamos", conta. Já existem produtos cosméticos sendo desenvolvidos em demanda da alta definição, uma vez que qualquer imperfeição ficará nítida.

Com relação à produção jornalística, Misaki explica que a HDTV não trará mudanças no telejornalismo diário, mas sim nos semanários e nos documentários. "A textura das pétalas florescendo será bem mais visível", afirma. E ela conclui alertando: "A televisão de plasma não recebe HDTV, apenas a de LCD. E não necessariamente uma transmissão digital será em alta definição".

Últimas notícias :.:

2/9/2007 - Quadrinhos juntam poesia, filosofia e comunicação
2/9/2007 - Impacto da Internet influencia futuro do rádio
2/9/2007 - Cursos de Santos levam quatro prêmios na Expocom
2/9/2007 - Núcleo discute Cony, livros de bolso e obras didáticas
2/9/2007 - Natal será sede do XXXI Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação
2/9/2007 - Globalização ainda é tema pouco pesquisado no Brasil
2/9/2007 - Jornalismo deve resgatar a crônica, propõem pesquisadores
2/9/2007 - Dúvidas cercam implantação da TV digital
2/9/2007 - Pollyana Ferrari lança livro sobre hipertexto e hipermídia
2/9/2007 - Pesquisas mostram as transformações históricas do rádio no Brasil
2/9/2007 - No Jornal Entrevista, mudança constante é a regra
2/9/2007 - Arquivo reúne registros da censura do Dops ao teatro
2/9/2007 - Jornalistas discutem definição para agência universitária de notícias
1/9/2007 - Palestra fala sobre TV digital e de alta definição
1/9/2007 - The Sims vira tema de discussão acadêmica
1/9/2007 - Alunos vencedores do Prêmio Expocom serão conhecidos neste domingo (02) na Unisanta
1/9/2007 - Temas polêmicos movimentam o último dia do Intercom
1/9/2007 - Vidas na Rede é tema de programação na Unisantos, neste sábado (1/09)
1/9/2007 - As transformações do rádio em meio às inovações tecnológicas
1/9/2007 - Região Sudeste conta com o maior número de revistas sobre comunicação
1/9/2007 - Cultura regional é tema preferido na categoria rádio na Expocom
1/9/2007 - Emoção na publicidade depende do ``olhar``
1/9/2007 - Grupo Sem Fantim mostra raízes dos ritmos brasileiros
1/9/2007 - Projetos de jornalismo impresso são destaque no Expocom
1/9/2007 - Pressão consumista neurotiza a ``geração Rebelde``
31/8/2007 - Novas mídias multiplicam os fazedores de informação”, diz Gaudêncio Torquato
31/8/2007 - Jornalista do Le Monde Diplomatique aponta crise na democracia e na comunicação
31/8/2007 - J-Aliança quer mídia mais responsável e com participação da sociedade
31/8/2007 - Comunicadores e interatividade digital são temas de palestra no Intercom 2007
31/8/2007 - Estudo analisa o perfil do consumidor


Para acessar o índice geral de notícias, clique aqui.





 




 

© 2007. As matérias e imagens disponíveis neste hotsite foram produzidas por alunos do terceiro ano do curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo da UNISANTA, exceto quando creditado. Informações oficiais sobre o INTERCOM 2007 estão disponíveis no endereço www.intercom.org.br ou na coluna "Sala de Imprensa" (presente na página inicial deste site). Consulte também o link "Expediente" para saber como entrar em contato com a Assessoria de Imprensa Local do INTERCOM 2007.