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02/09/2007
Globalização ainda é tema pouco pesquisado no Brasil

Rafael Molica (*)


É incomum os alunos de graduação se interessarem pelo tema da globalização, mesmo ele tendo pouca bibliografia produzida no Brasil. O alerta foi feito pela professora Anamaria Fadul, da Universidade Metodista de São Paulo, no Colóquio Multitemático em Comunicação (Multicom).

Ela afirma que o Brasil, desde a década de 80, está afinado com a opinião da Unesco sobre a necessidade da livre e democrática troca de notícias no setor – que, segundo ela, ainda não aconteceu e é monopolizada por agências internacionais. "A mídia está ligada ao desenvolvimento de um país".

Segundo Anamaria Fadul, há pouco tempo os brasileiros voltaram a falar no assunto, sem entender que esta é uma área específica da comunicação. Um exemplo claro que ela mencionou foi de uma emissora do Ceará que transmite para a América Latina.

Outro exemplo: um programa regional de Campinas, o Terra da Gente, atinge 24 emissoras e é transmitido para o mundo pela Globo Internacional. Globalização é como internacionalização, com extensões mais amplas e, com a Internet, em tempo real, diz a professora. "Enquanto Estados Unidos exportam notícia e programas, os famosos enlatados, o Brasil exporta telenovelas".

A aluna Helen Batistella, da UNISANTA, destacou a importância do tema. "É importante falar sobre como somos vistos e tudo complementa o que já ouvi sobre o tema na faculdade".

O professor Mário Henrique Gomes Quinderé, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), especializado em jornalismo cultural, mostrou suas pesquisas sobre a cobertura do jornal The New York Times no caso do avião da Gol que caiu em Mato Grosso em 29 de setembro de 2006 e matou 154 pessoas. Ele analisou 12 matérias informativas e algumas colunas de opinião produzidas naquele período. Segundo o pesquisador, principalmente os textos opinativos, que usaram dados e aspas – característica informativa –, não ouviram brasileiros.

Já a pesquisadora Cláudia Valéria Sendra da Silva, da UERJ, estudou a imagem do Brasil criada pelo jornal El País. Segundo suas pesquisas, a Espanha é a segunda nação que mais investe no País e fica atrás somente dos EUA.

Origem incerta - A origem dessa área do jornalismo é tema de discussão entre os pesquisadores, segunda Anamaria Fadul. Alguns acreditam que ela veio do Império Romano, por meio da comunicação com os povos dominados. Outro provável nascimento aconteceu com a invenção do telégrafo, com o intuíto de se noticiar as mudanças do comércio.

Avançou-se com guerras (período em que a medicina e a comunicação costumam se desenvolver com intensidade), quando os ingleses se informavam sobre acontecimentos na França e o fluxo de mercadorias. A primeira agência de notícias, a Reuters, surgiu no século XIX. De lá para cá, quatro grandes empresas – duas européias e duas americanas – monopolizam o setor.

(*) Aluno do curso de Jornalismo da Universidade Católica de Santos (UniSantos).

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