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Edição nº 373 | Ano XIX | Fechada em 19/05/12 às 12h30
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Políticos deixam os cargos mas não a vida política
sábado, 19 de maio de 2012

Caroline Leme

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 Caroline Leme

Vereador, prefeito, deputado estadual e federal podem parecer a profissão dos sonhos para muitos, já que os salários são bons e o desejo de mudar o país é grande. Mas nem para todos. Algumas pessoas após uma vida toda dedicada à carreira decidiram largar parte ou completamente a política e seguir outras áreas.

É o caso da atual vereadora Cassandra Nunes, que já anunciou publicamente que após o término do mandato, não irá se recandidatar. “Creio que quatro mandatos já foram demais. Sou contra mandatos infinitos.Temos que alternar,abrir espaços para outras representações”.

Eleita vereadora de Santos pelo Partido dos Trabalhadores (PT) nos anos, 1997, 2001, 2005 e 2009, Cassandra venceu todas as eleições em que participou, mas agora pretende se dedicar a sua antiga carreira de geóloga já que é concursada pelo Instituto Geológico da Secretaria do Meio Ambiente. Mas ela não acredita que abandone a política de vez. “Desejo ser uma velhinha centenária, ainda indignada com injustiças, sendo de esquerda, no sentido de não me conformar com desigualdades entre humanos e buscando um mundo mais solidário”. E deixa sua opinião sobre a política atual. “Acredito cada vez mais na democracia participativa, do cidadão diretamente interferindo nas decisões, e cada vez menos na democracia representada por parlamentares”.

Alcindo Gonçalves iniciou sua carreira em 1980, quando ingressou no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) e militou o PMDB jovem. Também foi o primeiro presidente do Centro de Defesa dos Direitos Humanos local, e quando acreditava estar bastante envolvido, candidatou-se a vereador de Santos em 1982 e foi eleito com 4.383 votos. “Decidi não me recandidatar em 1988, pois havia ingressado no Mestrado em Ciência Política na USP naquele ano, então resolvi manter a minha ligação com a política pelo viés acadêmico. Não era desilusão ou desencanto, ao contrário, dediquei-me à política e compreendi sempre seu papel e valor”.

Por esses anos Alcindo continuou ligado à política. Completou o mestrado e logo em seguida ingressou no Doutorado, que concluiu em 1997. Desde 1993 é professor na área, e a partir de 2001 passou a fazer parte do corpo docente no Programa de Pós-Graduação de Direito da UniSantos. “Deixei a vida partidária, e não tive mais participação direta, mas continuo vivendo a política, seja pela atividade acadêmica, seja pelo meu trabalho de pesquisador no Instituto de Pesquisas A Tribuna”.

Com a política na genética, Fausto Figueira nunca teve dúvidas do que queria para sua vida. Filho mais velho de 12 irmãos, se lembra da movimentação pela renuncia de Getúlio Vargas, que culminou com o seu suicídio. Influenciado pelo pai que tinha uma participação política muito intensa, foi orador da turma no quarto ano primário, presidente de Grêmio estudantil, dirigente da UPES (União Paulista de Estudantes Secundários), dirigente de Centro Acadêmico na Universidade e Presidente do Sindicato dos Médicos. A disputa eleitoral foi consequência de acúmulos, e se deu naturalmente em sua vida.

Fausto foi vereador de Santos por três vezes pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e deputado estadual por duas. “Ao não me eleger no último pleito como deputado estadual em 2010, mesmo tendo recebido 45 mil votos, entendi que se encerrava meu ciclo eleitoral. Tenho imenso orgulho dos mandatos que exerci. Continuo a participar intensamente da vida política, mas acho que é preciso haver renovação”.

Atualmente Fausto é Assessor da Presidência da CODESP. “O Porto de Santos é a atividade mais importante de nossa cidade e de nossa região. Colocar minha experiência à disposição de algo tão importante, é uma atividade eminentemente política, da qual tenho muito orgulho em participar”.

Quando se trata de participação política ele é da mesma opinião que Cassandra, pois acredita na importância das pessoas entenderem que todos são seres políticos. “Se cada um de nós participarmos das coisas que acontecem na nossa vida, na escola, no trabalho,no condomínio, na Associação de nosso Bairro, na Igreja, enfim, o mundo em que vivemos melhora. Se gente de bem, como cada um de nós, não participar da política, este espaço será ocupado por algum oportunista! É fundamental que se tome consciência da importância da atividade política, que necessariamente não se dá com mandatos eletivos”.


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